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A Visão Celular no Modelo dos 12 tem-nos levado às Nações, temos experimentado o poder de Deus alcançando as vidas nos lugares mais longínquos. Nosso coração arde por almas perdidas. A nossa vida e a confissão diária têm sido para que Deus nos entregue as vidas, como a oração de Raquel por filhos.

Raquel é um tipo de figura da Igreja. A questão da esterilidade é terrível tanto no aspecto físico como espiritual. A nossa chamada e clamor sempre devem ser o pedido de filhos a Deus. Filhos representam a perpetuação da nossa herança e o começo de uma nova história.

Por isso, quando um casal não tem filhos, existe um clamor no coração: Deus, dá-nos filhos. Esse clamor é natural dentro do processo de busca, pois nós só seremos completos quando a nossa herança chegar. No aspecto físico, ainda que seja adotado, queremos uma herança; no aspecto espiritual, temos direito a uma multidão. Abraão teve muitos filhos por intermédio da adoção. Você lembra da expressão que ele usou para com Deus? Abraão disse: “Só tenho um herdeiro dentro da minha casa, ELIÉZER” (Gn 15:2). Assim também 318 valentes foram gerados dentro da sua casa (Gn 14:14). Um homem, no contexto de Abraão, precisava estar protegido, por isso ele tinha uma linhagem adotada por intermédio de Eliézer.

Nós que trabalhamos no discipulado temos filhos espirituais que não são das nossas entranhas físicas, são heranças que o Senhor nos deu. Hoje estamos com esta missão: gerar filhos para Deus. Seguindo o modelo da voz da Igreja, devemos clamar: Deus, dá-me filhos ou eu morro! Pelo modelo do Pai Abraão, devemos gerar filhos físicos ou discípulos debaixo da nossa autoridade, herdeiros de uma aliança que foi firmada por Deus. O nosso útero adotivo deve estar aberto, pois gerar um discípulo é um processo similar a gerar um filho biológico.

Hoje estamos desafiados a reescrever a história das nações da Terra. E se você ainda se pergunta: Como farei para que minha Nação se torne um território celular, aqui está a resposta.

1. Mudando a mentalidade

Precisamos sair da mente de escravos e receber a mente livre. Esse é o desafio ou jamais conquistaremos o território. A cura da alma é de fundamental importância para que essa mentalidade seja gerada. O lugar onde estamos plantados, ou seja, a Igreja, é fator determinante nesse processo. Muitas vezes, um líder que não tem a visão estimuladora torna-se um veículo nocivo na formação da sua gente. É imprescindível que o nosso povo seja desafiado à conquista. Se não tivermos um acompanhamento no discipulado e estudos específicos que desatem em nós uma outra qualidade de vida, nunca seremos livres.

Para um líder ser canal de estímulo na vida de um discípulo, ajudando-o a romper os seus limites, ele precisa muito ser curado, ser um líder que esteja debaixo de uma cobertura plenamente sarada, que não seja escravo de um sistema, mas discípulo de uma visão para que, em tudo que ele faça tenha êxito.

Este é o tempo para termos líderes livres, líderes com uma mentalidade renovada, que possuam a mente de Cristo. “Tu conservarás em perfeita paz todo aquele cuja mente está firme em Ti, porque confia em Ti” (Is 26:3).

2. Possuindo um conceito correto de quem somos

Muitas vezes temos conceitos equivocados da nossa imagem. Mude a imagem de quem você é. Você é maior que os conceitos negativos que plantaram na sua alma. O ser humano é receptivo à negatividade por causa do pecado que destruiu a mente. A facilidade de recebermos conceitos negativos é bem maior que a facilidade de acreditarmos numa promessa divina.

Precisamos romper com essa estratégia maligna e deixar a nossa alma aberta para receber os conceitos corretos, apagando os conceitos nocivos como descrito em Romanos 12:1,2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” A Bíblia chega a estimular de uma forma enfática quem somos, a tal ponto que muitas vezes desconfiamos da própria essência do discurso bíblico.

Somos filhos de Deus, recebemos a natureza de Cristo Jesus. A Bíblia não relata Jesus, o Messias, com comportamento de autocomiseração, autopiedade ou baixa estima. Ele sempre afirmou a sua identidade, quem era, de onde veio e para onde ia. Muitos não aceitavam o seu discurso, mas Ele não abriu mão da Sua identidade e da Sua missão. Como conquistaremos um território com imagens deformadas dentro de nós, totalmente confusos sobre quem somos, sem sabermos por quê e para quê fomos criados?

É necessário que, assim como Jesus, saibamos quem somos. E, tão importante quanto isso, é preciso que aqueles que nos seguem saibam quem somos nós para que descubram verdadeiramente quem eles são em Deus.

Um dia Jesus fez esta pergunta: O que dizem de mim? “E vós, quem dizeis que EU SOU?” (Mt 16:15). Se quisermos conquistar, precisamos estar resolvidos para que no meio do caminho não desistamos da nossa chamada.

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