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Jesus disse que nos assuntos espirituais não há meio termo, ou somos por Ele ou contra Ele, quem não ajunta certamente espalha, ou estamos ajudando a construir ou fazemos parte da equipe de demolição.

Na obra de conquista do reino de Deus necessitamos de pessoas que sejam valentes, mas a valentia espiritual não é a mesma do mundo natural. A força de Deus se manifesta na fraqueza, ou seja, a vida cristã é um verdadeiro paradoxo.

Muitas vezes caminhamos mais quando descansamos. Só recebemos quando damos. Somos exaltados quando nos humilhamos. Temos mais fome quando comemos. E, apesar de termos de tomar a cruz, sabemos que o jugo de Cristo é leve e suave. Nosso Reino e nossas leis não são deste mundo. O apóstolo Paulo diz que o homem natural não entende das coisas do espírito, apenas aqueles que nasceram de novo têm essa compreensão.

Hoje, vamos aprender as características do homem que Deus utiliza na Sua obra:

1. O Homem que Deus usa é fraco – 2 Coríntios 12.7-10

O Poder se manifesta na fraqueza, contudo, não é a fraqueza dos inconstantes e dos que constantemente caem no pecado. A pessoa que está em pecado na verdade precisa ser muito forte para conviver com a culpa, com o ressentimento. Mas aquele que é fraco não consegue, ele rapidamente se rende ao Senhor e procura corrigir seus erros. Isso acontece quando a pessoa reconhece que na sua própria força jamais conseguirá servir ao Senhor.

A verdadeira rendição é assumir que não pode e, então, buscar o poder para que a obra seja feita. Não é desistir de fazer. É desistir de fazer por si mesmo. Só assim experimentamos o poder de Deus para O servirmos.

2. O Homem que Deus usa é pobre – Mateus 5.3

Ser pobre para com Deus não tem nada a ver com dinheiro. Mas diz respeito à atitude que temos diante Dele, de reconhecer que nada temos de nós mesmos. O Pobre é consciente de sua carência e necessidade diante de Deus, por isso recorre a Deus rapidamente. Já o rico não depende de Deus (leia Apocalipse 3.17). O pobre reconhece sua dependência dos outros, mas quanto mais adquire uma atitude de soberba, mais se isola. Os pobres não depositam sua confiança em coisas, mas em pessoas. Os ricos valorizam coisas.

O pobre não tem um senso exagerado de importância própria. Não tem grandes expectativas por isso, se alegra com pequenas reverências. Para ele tudo é um privilégio. Mas para o rico, tudo é merecimento, sempre exige atitude especial. O pobre consegue esperar e exercer paciência. Já os ricos, se acham importantes e acreditam que têm de ser atendidos rapidamente.

O pobre não tem nada a perder, essa talvez seja a melhor definição. Aqueles que acham que têm alguma coisa não sabem o que é ser humilde e pobre de espírito. “Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino do céu” (Mateus 5.3). Somente os pobres de espírito desfrutam das coisas do Reino dos céus. Para ser usado por Deus é necessário abandonar a forma de ser e agir do rico.

3. O Homem que Deus usa é aquele que não serve para o mundo – 1Co 1.26-29

Deus não pode usar aqueles que julgam ser alguma coisa porque Ele deseja que Cristo seja tudo em todos. Nós somos apenas instrumentos em suas mãos. Os conceitos do mundo procedem do ego, por isso, devemos quebrar a obsessão de ser aceito e aprovado pelos homens. Quais são alguns dos resultados do controle do ego? O Homem que Deus usa é aquele que primeiro se esvazia de si mesmo e passa a depender inteiramente de Deus.

(Extraído do Livro: “21 dias na vida do líder de célula” do Pr. Aluízio Silva)

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