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O nosso convívio em comunidade tem muitas semelhanças com a atividade de um corpo. Cada membro recebe uma função específica no corpo. Da mesma forma cada filho de Deus recebe um ministério que precisa ser exercido para a saúde da igreja.

Entretanto, os nossos ministérios precisam estar resguardados de todo orgulho, pois o que recebemos não pertence a nós, mas a Deus. Por isso, a humildade é uma marca distintiva dos servos de Deus.
 
De que forma podemos aprender com João Batista a ter um coração humilde em nossos ministérios? Marcos nos revela em seu evangelho algumas virtudes de João Batista que fazem parte da uma vida de um servo humilde.
 
A primeira virtude é:

I. Submissão ao chamado de Deus.

1. João Batista foi submisso à vontade de Deus e não hesitou em cumprir o seu chamado (v. 4 “apareceu João Batista no deserto […]”). Seu ministério havia sido profetizado pelo profeta Isaías (v. 2 “Conforme está escrito na profecia de Isaías […]”).
 
Deus tem um plano no seu reino para cada um de nós. Precisamos estar dispostos a obedecer ao ministério que ele tem revelado para nossas vidas
 
2. Submissão requer de nós disposição para agir para o estabelecimento do que recebemos.
 
João percorreu a região da Judéia pregando e batizando aqueles que se arrependiam (v.5).
 
Quem recebeu um dom de Deus não pode permanecer na inatividade. Aqueles que enterram o seu talento estão em desobediência a Deus. A sua omissão prejudica o desenvolvimento do corpo de Cristo.
 
É visível a submissão daqueles que são servos humildes, que decidiram agir ao invés de esconder o seu dom.
 
A segunda virtude que podemos notar em João Batista é:

II. Fidelidade ao ministério que recebeu de Deus.

1. João recebeu de Deus uma mensagem que consistia num rito atrelado a uma mensagem de perdão (v. 4 “apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados”).
 
Seu dever era levar aos aflitos por causa do pecado uma mensagem de perdão. Ele não misturou o seu ministério com quaisquer outro ensino.
 
Não podemos prostituir os nossos ministérios. O que Deus colocou sob nossa responsabilidade devemos cumprir como nos foi dado. Caso contrário estaremos agindo sem fé e com soberba.
 
O servo humilde do Senhor é fiel e não macula o seu ministério.
 
Por fim, João Batista nos ensina outra virtude importantíssima nos servos humildes:

III. Reconhecimento das suas limitações.

1. Embora pregasse o perdão, João sabia que não possuía o poder de expiar pecados(v. 7 “E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias”).
 
O maior poder estava para ser revelado em Jesus. Este tiraria de uma vez por todas a culpa do pecado sobre aqueles que cressem (João 1:29).
 
João reconheceu isso e se submeteu.
 
Precisamos ter a capacidade de reconhecer que não somos poderosos como pensamos. Todo o poder de nossas vidas vem de Cristo (João 15:5 “… sem mim nada podeis fazer”).

CONCLUSÃO

A humildade de João é um exemplo do que Deus espera de todos aqueles que lhe servem.
Para isso precisamos anular o nosso ego e nos submeter à vocação que recebemos do Senhor. Agindo com fidelidade para com Deus, reconhecendo que dependemos exclusivamente de Cristo para a realização da nossa vocação nessa vida.
Portanto, busquemos o lugar de servos humildes. Amém!
 
Rev. Leonardo J. N. Félix

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