A VISÃO CELULAR- Por: Guido Luis Núñes.

A Escola de Líderes
junho 8, 2009

A visão é sentir paixão pelas almas.

Em minha experiência ministerial ao longo de 17 anos tenho tido a convicção de que a visão celular é uma estratégia de Deus para reter o fruto, mas só há aproximadamente dois anos e meio eu pude conhecer esta visão celular através do modelo dos doze, e esta conseguiu ascender uma forte paixão pelas almas perdidas como nunca tive antes. Esta visão consiste em amar o que Deus ama, da mesma maneira que Ele amou, que deu o seu Filho em redenção pela humanidade.

Calcula-se que 93% das pessoas que vem à igreja e recebem o Senhor, jamais retornam. Mas tendo paixão pelas almas, esta visão permite fechar a porta de trás para que as pessoas permaneçam na igreja maximizando o trabalho pastoral.

A visão equivale à multiplicação.

Não se trata de somar pessoas, mas de entrar em um processo de multiplicação empregando o método usado por Jesus: modelo dos doze. Somando discípulos, em quinze anos um evangelista haverá ganhado pouco mais de quatro milhões de pessoas, a razão de mil pessoas por dia, enquanto que um irmão comum na visão, selecionando doze pessoas e dedicando-se por completo a elas, haverá multiplicado neste mesmo período de tempo em trinta e seis milhões. Esta é a grande vantagem a visão apresenta concernente ao método tradicional. Para explicar-lo de formas mais simples, somando, na sétima geração, você alcançaria 128 células, mas com o método de Jesus, quero dizer, multiplicando por doze, você obteria 2.745.984 células ou discípulos.

A visão também é pastoreio eficaz.

Por mais eficiente que seja um pastor, jamais poderá ministrar ou cuidar eficazmente de milhares, nem de centenas. A melhor forma de cuidar desses milhares é através de pequenos grupos, neste caso, grupos de doze. Jesus ensinou a milhares, alimentou a milhares, pregou para milhares, mas só pastoreou doze. Uma das principais necessidades das pessoas numa igreja é a de serem pastoreadas, e o pastoreio implica em um cuidado personalizado que só se torna possível através de pequenos grupos; e não se trata unicamente de pastorear os que estão sob sua responsabilidade, mas de que você também será pastoreado. O modelo dos doze permite o alcance de ambos objetivos.

A visão consiste em desenvolver o potencial espiritual de cada membro do Corpo de Cristo.

Por muito tempo vi pessoas em minha igreja com desejo de serem usadas, porém, para mim todas as oportunidades estavam dadas, os cargos e funções já estavam definidos, de maneira que as pessoas deviam limitar-se a ficarem sentadas no banco e escutarem os sermões em cada reunião. Mas a igreja não tem sido chamada para ficar escutando sermões, sim para ir cumprir a Grande Comissão. Muita gente valiosa não tem sido aproveitada porque nunca lhe demos uma oportunidade de usar seus dons e talentos. Nossa maior riqueza se encontra nas pessoas que estão no banco, e esta visão permite o desenvolvimento do potencial espiritual e criativo de cada membro do Corpo de Cristo.

A visão consiste em formar líderes.

Este é um projeto que guia a visão: fazer de cada crente um líder. Líderes com a cultura do reino, que possam influenciar a outros e que se converterão com uma base para o crescimento da igreja. Uma igreja será tão forte quanto a liderança que tem. Os líderes com a cultura do reino são aqueles que se deixam ministrar, que reconhecem a autoridade e buscam a excelência, líderes com espírito de serviço que se convertam em sucessores nas próximas gerações a fim de seguir fazendo a obra de Deus. Este é o tipo de líderes que se formam com esta visão.

A visão é trabalho em equipe.

Uma destacada estrela do esporte disse: Um homem pode ganhar uma partida, mas só uma equipe poderá ganhar o campeonato. Quando abracei a visão considerei que meu trabalho consistiria em orar para escolher meus doze e estabelecê-los como uma base para a minha congregação, ou ao menos na rede de homens, mas logo recordei que meu maior desejo é fazer que meu país se volte para Deus e compreendi que não poderia fazer sozinho, assim que convidei aos pastores Castellanos a um seminário a qual assistiram outros líderes e pastores do país com quem compartilhamos a visão. Este é o trabalho em equipe que pode ser realizado mediante a aplicação desta visão. O trabalho em equipe é o que nos tem permitido passar em dois anos de 400 a mais de 3000 membros, ganhamos mais pessoas do que havíamos alcançado por anos usando os meios de comunicação de massa. Faça esta pergunta: Se você morrer hoje, haveria alguém para continuar fazendo o trabalho na igreja melhor que você?

A visão é produzir um triplo crescimento.

Até agora só temos falado de números, mas esta é a primeira forma de crescimento, a quantitativa. A segunda forma é a qualitativa, e a terceira é a organizativa. A primeira, como é de supor, faz referência ao incremento de número de discípulos; a segunda se refere à qualidade do discípulo, o qual cresce na Palavra, em liderança, em fé, em aspecto espiritual, físico e emocional. A qualidade não pode ser divorciada da quantidade, pelo contrário, é a qualidade que produz quantidade. A forma organizativa consiste em que não devemos preocupar por um crescimento massificado e dizer: tenho 3000 almas na igreja, mas sim saber quantos estão nas células ou não, desconhecendo quantos estão sendo ministrados ou não, quantos estão sendo discipulados, quantos são casados e quantos solteiros, etc., o crescimento deve ser ordenado. Não é o mesmo ter mil tijolos amontoados, que mil tijolos formando um muro.

A visão é dignificar o ministério.

Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção quando aprendi a visão, é que os ministérios são ocupados por pessoas que têm fruto, e não simplesmente os que pregam muito bem ou têm amizade com o pastor. A Bíblia diz: pelos seus frutos o conhecereis, com isso me dei conta que tem muita gente na igreja ocupando postos sem nenhum fruto. Uma norma que tem esta visão é que só é ordenado como pastor aquele que garantir 500 células. Este é o significado do ministério.

A visão é impactar a nação obedecendo a Grande Comissão.

Uma igreja pequena não poderá impactar a uma nação, nem a uma cidade. Mas uma igreja que cresce pode faze-lo, especialmente se trabalha em equipe. Em uma oportunidade Deus falou comigo e me disse que seu povo estava detraído, ainda fazendo coisas boas, como eu quando trabalhava nos meios de massa, mas renunciei a tudo isto para dedicar-me a igreja desenvolvendo a visão e é a melhor decisão que pude tomar porque a igreja estava multiplicando-se e começando a causar um impacto.

Se você anela aceitar esta visão, faz bem, e para isto deve entender: a importância da visão (sem visão o povo perece), imposição a visão a si mesmo (primeiro viver-la para depois transmiti-la), implementação da visão na igreja (tomando decisões sábias para converter a igreja em uma igreja celular com o modelo dos doze), a impecabilidade da visão (os fundamentos da visão são inalteráveis, a estrutura para ela crescer é você quem constrói) e a impetuosidade da visão (o pastor principal deve personificar a visão, pôr o impulso, o ímpeto).

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