SÍNTESE DA NOSSA CONFISSÃO DE FÉ
Desde o início do processo de fundação da Igreja Éden, uma das responsabilidades que compreendi ser indispensável foi estabelecer com clareza aquilo em que cremos. Antes de pensarmos em estruturas, programas ou formas de organização, entendi que precisávamos lançar fundamentos sólidos para a igreja que estamos construindo — fundamentos capazes de orientar nosso ensino, nossa espiritualidade, nossa liderança, nossa vida comunitária e nossa missão.
Foi nesse contexto que assumi pessoalmente a responsabilidade de elaborar esta Confissão de Fé. Sua redação se apoia na formação teológica construída ao longo dos anos e, para este propósito específico, em um período intencional de estudo das Escrituras, pesquisa teológica, reflexão e oração, acompanhado pela consulta a importantes documentos da tradição cristã ao longo da história. Nesse caminho, procurei considerar com seriedade a herança da fé cristã que recebemos, o legado da tradição protestante e a espiritualidade pentecostal e carismática da qual fazemos parte, buscando expressar de maneira fiel e responsável as convicções que entendemos encontrar nas Escrituras e que desejamos cultivar na Igreja Éden.
Embora tenha assumido diretamente a redação deste documento, nunca o compreendi como uma construção individual ou isolada. Ao longo de sua elaboração, submeti todo o texto à leitura, avaliação e aconselhamento de irmãos com reconhecida formação e experiência teológica, que generosamente e cuidadosamente o leram, levantaram objeções, apontaram ajustes e contribuíram para o amadurecimento de diversas formulações. Sou profundamente grato ao Senhor pela vida de cada um deles. A responsabilidade pelo conteúdo que aqui apresentamos, contudo, pertence à liderança da Igreja Éden, que o recebe e o assume como expressão das convicções doutrinárias que orientarão nossa comunidade.
Não tivemos a pretensão de esgotar neste documento todos os assuntos da teologia cristã, responder a cada questão doutrinária possível ou definir posições sobre temas que não consideramos essenciais para a identidade, a unidade e a missão da nossa igreja. A teologia cristã é muito mais extensa do que qualquer confissão poderia abranger. Nosso propósito foi identificar e declarar aquilo que entendemos ser fundamental para que saibamos, com suficiente clareza, quais verdades sustentam nossa fé e quais convicções desejamos transmitir às próximas gerações.
Por essa razão, este texto não deve ser lido como o produto de uma busca por originalidade teológica. Pelo contrário, houve em sua construção um esforço consciente de ouvir aqueles que vieram antes de nós, aprender com a história da Igreja e receber com gratidão a fé que nos foi transmitida ao longo dos séculos. Ao mesmo tempo, procuramos declarar com honestidade as convicções que caracterizam a Igreja Éden, inclusive em questões nas quais cristãos igualmente comprometidos com as Escrituras chegaram a conclusões diferentes.
Entrego, portanto, esta Confissão de Fé à Igreja Éden com senso de responsabilidade, gratidão e humildade. Minha esperança é que ela não seja apenas uma declaração formal de posições doutrinárias, mas uma ferramenta que nos ajude a conhecer melhor aquilo em que cremos, ensinar com fidelidade, discernir com maturidade e caminhar juntos em unidade.
O texto que começou sob minha responsabilidade de estudo e redação passa, a partir daqui, a assumir uma voz maior do que a minha. Ele se torna a expressão pública de uma comunidade que deseja guardar, ensinar, viver e transmitir a fé que recebeu. Por isso, nas páginas seguintes, a voz pessoal deste prefácio dá lugar à nossa confissão comum.
É com essa voz coletiva que, a partir daqui, declaramos:
Cremos.
Lucas Paulo
Fundador e Pastor Sênior da Igreja Éden
A Igreja Éden confessa a fé cristã histórica, fundamentada nas Escrituras, centrada em Jesus Cristo e vivificada pelo Espírito Santo. Recebemos com gratidão a herança da fé apostólica, o legado da tradição protestante e a espiritualidade pentecostal e carismática.
Esta declaração apresenta, de forma resumida, as principais convicções que fundamentam nossa fé, orientam nossa vida comunitária e sustentam nossa missão. Não substitui as Escrituras, nossa autoridade suprema, nem a Confissão de Fé integral, na qual essas verdades são desenvolvidas com maior profundidade.
Cremos que a Bíblia, composta pelos 66 livros do Antigo e do Novo Testamento, é a Palavra de Deus escrita, plenamente inspirada pelo Espírito Santo, verdadeira, infalível e suficiente para tudo o que é necessário à fé, à salvação e à vida cristã (2Tm 3.15–17; 2Pe 1.20–21). Reconhecemos as Escrituras como autoridade suprema sobre nossa doutrina, conduta, adoração, governo e missão (2Tm 3.16–17; 1Co 14.37).
Cremos que toda a Bíblia testemunha de Jesus Cristo (Lc 24.25–27,44–47; Jo 5.39–40) e deve ser interpretada com fidelidade ao seu contexto, à sua unidade e ao seu propósito, em dependência da iluminação do Espírito Santo (2Tm 2.15; 1Co 2.12–14). Nenhuma tradição, experiência espiritual, profecia ou autoridade humana pode ocupar lugar igual ou superior à Palavra de Deus (Gl 1.8–9; 1Ts 5.19–22; 1Jo 4.1).
Cremos em um único Deus, eterno, santo, soberano, justo, amoroso e perfeito em todos os Seus atributos, Criador e sustentador de todas as coisas (Dt 6.4; Sl 90.2; Rm 11.33–36). Esse único Deus existe eternamente em três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, iguais em essência, divindade, glória e eternidade (Mt 28.19; 2Co 13.13).
Cremos que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, não como três deuses ou manifestações temporárias de uma única Pessoa, mas como o único Deus Trino (1Co 8.6; Jo 1.1–18; At 5.3–4). O Pai nos ama e nos recebe como filhos (Gl 4.4–7), o Filho nos revela o Pai e realiza nossa redenção (Jo 1.18; Ef 1.7), e o Espírito Santo nos vivifica, santifica e capacita para a vida e a missão (Rm 8.9–11; 2Co 3.17–18; At 1.8).
Cremos que Deus criou todas as coisas, visíveis e invisíveis, segundo Sua vontade e para Sua glória (Gn 1.1; Cl 1.16–17; Ap 4.11). Reconhecemos a existência dos anjos, criados para servir a Deus (Hb 1.13–14), e dos seres espirituais caídos, incluindo Satanás, que se opõem aos propósitos divinos, mas permanecem sujeitos à soberania do Criador (Ef 6.11–12; 1Pe 5.8–9; Jó 1.6–12).
Cremos que todo ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, possuindo dignidade, valor e propósito desde a concepção (Gn 1.26–28; Sl 139.13–16). Deus criou a humanidade como homem e mulher, iguais em dignidade e valor, mas distintos conforme Seu propósito criador (Gn 1.27; Mt 19.4–6).
Cremos que o casamento foi instituído por Deus como uma aliança entre um homem e uma mulher, marcada por amor, fidelidade e responsabilidade mútua, e que a sexualidade deve ser vivida em santidade dentro dessa aliança (Gn 2.24; Mt 19.4–6; 1Ts 4.3–8). Reconhecemos igualmente a dignidade da vida solteira e o chamado de todos à pureza e à obediência a Cristo (1Co 7.6–9,32–35; 1Co 7.17,32–35). Rejeitamos toda forma de violência, abuso ou desvalorização da dignidade humana (Ef 5.25–33; Is 1.16–17) e afirmamos que todas as pessoas devem ser tratadas com respeito, graça, verdade e amor (Mt 22.37–39; Tg 3.9–10).
Cremos que a humanidade, criada para viver em comunhão com Deus, caiu em pecado pela desobediência de Adão e Eva (Gn 3.1–7; Rm 5.12–21). Como consequência, toda a humanidade passou a experimentar a corrupção do pecado, a separação de Deus e a morte, tornando-se incapaz de alcançar a própria salvação (Rm 3.9–23; Ef 2.1–9).
Cremos que Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus, foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria e é plenamente Deus e plenamente homem, uma só Pessoa em duas naturezas (Lc 1.35; Jo 1.1–18; Fp 2.5–11). Viveu sem pecado, anunciou o Reino de Deus (1Pe 2.22; Lc 4.18–21) e, em Sua morte substitutiva na cruz, carregou nossos pecados, assumiu o juízo que nos era devido e realizou a obra suficiente para nossa reconciliação com Deus (Is 53.4–6,10–12; Rm 3.21–26; 2Co 5.18–21).
Cremos que Jesus ressuscitou corporalmente ao terceiro dia, ascendeu aos céus, reina à direita do Pai e intercede por nós (1Co 15.3–8,20–28; At 1.9–11; Rm 8.34). Por Sua morte e ressurreição, venceu decisivamente o pecado, a morte e os poderes das trevas (Cl 2.13–15; Hb 2.14–15). Ele é o único Senhor, Salvador e Mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5–6; Fp 2.9–11).
Cremos que a salvação é um presente da graça de Deus, fundamentado exclusivamente na obra de Jesus Cristo e recebido mediante arrependimento e fé, jamais por obras ou merecimento humano (At 20.21; Ef 2.8–10). Cristo morreu pelos pecados de toda a humanidade, e Sua obra é suficiente para todos, sendo seus benefícios aplicados àqueles que, pela graça, se arrependem e creem nEle (Jo 3.16–18; Hb 2.9; 1Jo 2.2).
Cremos na graça preveniente de Deus, que antecede e capacita a resposta humana ao evangelho (Jo 12.32; Jo 16.8–11; At 16.14), e na eleição em Cristo segundo a presciência divina (Ef 1.3–14; Rm 8.29; 1Pe 1.1–2). Por meio da fé, o pecador é regenerado pelo Espírito Santo, justificado, perdoado, reconciliado com Deus e adotado como filho (Jo 3.5–8; Rm 3.21–26; 2Co 5.17–21; Gl 4.4–7).
Cremos que a graça que salva também transforma. A santificação é uma obra contínua do Espírito Santo, pela qual somos conduzidos à semelhança de Cristo, produzindo frutos de arrependimento, santidade, amor e obediência (Rm 8.29; 2Co 3.17–18; Gl 5.16–25). A segurança da salvação está fundamentada na fidelidade de Deus e na suficiência de Cristo, sem anular as advertências bíblicas à perseverança (Jo 10.27–29; Cl 1.21–23). Reconhecemos que é possível abandonar deliberada e definitivamente a fé, razão pela qual somos chamados a permanecer em Cristo até o fim (Jo 15.1–6; Hb 3.12–14; Hb 6.4–12).
Cremos na Igreja una, santa, universal e apostólica, formada por todos aqueles que pertencem a Jesus Cristo (Ef 4.4–6; 1Pe 2.9–10; Ef 2.20). Ele é seu fundamento, Cabeça e Supremo Pastor (Mt 16.18; Cl 1.18; 1Pe 5.4). A igreja local é a expressão visível dessa comunidade, reunida para adoração, ensino das Escrituras, comunhão, oração, discipulado, serviço, generosidade e missão (At 2.42–47; At 4.32–35).
Cremos que a Igreja é o Corpo de Cristo e a família de Deus, na qual cada discípulo recebe dons e responsabilidades para a edificação dos demais (1Co 12.12–27; Ef 2.19–22; 1Pe 4.10–11). Reconhecemos a atualidade dos ministérios concedidos por Cristo à Igreja, incluindo apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (Ef 4.11–16). Contudo, distinguimos esses ministérios atuais da autoridade fundacional e irrepetível dos apóstolos de Cristo (At 1.21–26; Ef 2.20). Nenhum ministério ou manifestação profética possui autoridade para acrescentar doutrinas às Escrituras, governar a consciência dos cristãos ou estabelecer novos mediadores entre Deus e Seu povo (2Tm 3.16–17; 1Tm 2.5; 1Ts 5.19–22).
Cremos em uma Igreja governada segundo as Escrituras, com liderança servidora e íntegra, que presta contas e exerce cuidado pastoral sobre o rebanho de Cristo (At 20.28; 1Tm 3.1–7; Tt 1.5–9; 1Pe 5.1–4). Entendemos que a vida cristã deve ser vivida em comunidade, em amor, unidade, responsabilidade mútua e compromisso com a missão de Deus (Jo 13.34–35; At 2.42–47; Hb 10.24–25).
Cremos que Jesus Cristo instituiu o Batismo nas Águas e a Ceia do Senhor como ordenanças para Sua Igreja (Mt 28.18–20; Lc 22.14–20; 1Co 11.23–26). Ambos são sinais visíveis da graça de Deus, recebidos em fé e obediência, mas não produzem, conferem ou completam a salvação (At 2.37–42; Ef 2.8–10).
Cremos que o batismo nas águas é destinado àqueles que, mediante arrependimento e fé pessoal e consciente, confessam Jesus Cristo como Senhor e Salvador (At 2.37–41; At 8.12,36–39). Por essa razão, não batizamos crianças que ainda não apresentem discernimento e testemunho pessoal de fé (At 2.37–41; At 8.12,36–39). Praticamos ordinariamente o batismo por imersão, testemunhando publicamente nossa fé em Cristo, nossa identificação com Sua morte e ressurreição e nosso compromisso com Sua Igreja (Rm 6.3–4; Cl 2.12; Mt 28.18–20).
Cremos que a Ceia do Senhor é memorial da morte de Jesus, proclamação da nova aliança e participação espiritual na comunhão com Cristo e com Seu Corpo (Lc 22.19–20; 1Co 10.16–17; 1Co 11.23–26). O pão e o cálice representam Seu corpo e sangue, sem transformação substancial dos elementos (Mt 26.26–28; 1Co 11.23–29). A mesa pertence ao Senhor e está aberta àqueles que confessam fé em Cristo e dela participam com reverência, arrependimento e discernimento (1Co 10.16–17; 1Co 11.27–29). Reconhecemos o batismo como parte da caminhada ordinária de obediência cristã, sem considerar sua ausência circunstancial um impedimento automático à participação na Ceia (At 2.38–42; Mt 28.18–20; Jo 14.15).
Cremos que o Espírito Santo regenera, habita, santifica, consola, guia e capacita os cristãos (Jo 3.5–8; Jo 14.16–17,26; Gl 5.16–25; At 1.8). Todo aquele que nasceu de novo possui o Espírito Santo, e Sua presença é selo da salvação e testemunho da nossa adoção como filhos de Deus (Rm 8.9–11; Rm 8.15–16; Ef 1.13–14).
Cremos no batismo no Espírito Santo como revestimento de poder concedido aos crentes para testemunhar de Cristo, servir à Igreja e participar de Sua missão (Lc 24.49; At 1.4–8; Ef 4.11–16). Encorajamos todos a buscar uma vida continuamente cheia do Espírito, marcada por santidade, amor, ousadia e manifestações do Seu poder (At 4.29–31; Gl 5.16–25; Ef 5.18).
Cremos na atualidade de todos os dons espirituais apresentados nas Escrituras, incluindo profecia, línguas, interpretação, curas e milagres (1Co 12.4–11; 1Co 14.1). Reconhecemos o falar em línguas como manifestação bíblica, legítima e desejável da ação do Espírito Santo (At 2.1–11; 1Co 14.1,5,26–28,39–40). Todos os dons, sem exceção, devem ser exercidos em amor, ordem, discernimento e submissão à Palavra de Deus (1Co 13.1–13; 1Co 14.29; 1Ts 5.19–22).
Cremos que Deus continua realizando curas e milagres, e por isso oramos pelos enfermos com fé e expectativa (1Co 12.9; Tg 5.15–16). Reconhecemos, contudo, que nem todos são curados nesta vida e que a ausência de cura não deve ser atribuída automaticamente à falta de fé ou ao pecado pessoal (2Co 12.7–10; Jo 9.1–3). A fé no poder sobrenatural de Deus também não se opõe ao cuidado médico e responsável com a vida (Lc 10.34; Cl 4.14; 1Tm 5.23). Assim, buscamos ser uma Igreja cheia do Espírito, sem separar os dons do fruto, o poder da santidade ou a experiência da verdade das Escrituras (Gl 5.16–25; 1Co 13.1–13; 2Tm 3.16–17).
Cremos que o Reino de Deus foi inaugurado por Jesus Cristo e se manifesta por meio de Seu governo redentor, da proclamação do evangelho e da ação do Espírito Santo (Mt 4.17; Cl 1.13–20; At 1.8). Esse Reino já está presente, mas ainda não foi plenamente consumado, realidade que aguardamos na volta gloriosa de Cristo (Mt 12.28; 1Co 15.24–28; Ap 21.1–5).
Cremos que a Igreja foi chamada para anunciar o evangelho, formar discípulos e enviá-los em missão ao mundo (Mt 28.18–20; At 1.8). Recebemos de Deus o ministério da reconciliação, testemunhando o senhorio de Jesus por meio de palavras e obras, evangelização e misericórdia, santidade e serviço ao próximo (2Co 5.18–20; Mt 5.13–16; 1Jo 3.16–18).
Nossa missão é local e global (At 1.8). Somos chamados a anunciar Cristo, plantar igrejas, servir os necessitados, praticar a justiça, exercer generosidade e testemunhar o Reino em todas as áreas da sociedade (Mt 28.18–20; At 2.42–47; Mq 6.8; 1Pe 2.11–12), sem substituir a proclamação do evangelho pelo ativismo social, nem cultivar uma espiritualidade indiferente às necessidades do mundo (Mt 25.35–40; Tg 2.14–17; 1Jo 3.16–18).
Cremos na volta pessoal, visível, gloriosa e vitoriosa de Jesus Cristo (Jo 14.1–3; At 1.9–11). Em Sua vinda, os mortos em Cristo ressuscitarão, e os cristãos que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor (1Co 15.51–57; 1Ts 4.13–18).
Cremos na vinda pré-milenar de Cristo e em Seu reinado futuro, literal e terreno, antes da consumação definitiva da nova criação (Is 11.1–10; Ap 20.1–6). Contudo, não estabelecemos como ponto determinante de comunhão o momento do arrebatamento em relação à tribulação (Mt 24.29–31; 1Ts 4.13–18).
Cremos que Deus permanece fiel às Suas promessas feitas a Israel e que cumprirá Seus propósitos para Israel, a Igreja e as nações (Rm 11.1–2,25–29; Ef 2.14–18), havendo um único caminho de salvação para judeus e gentios: Jesus Cristo (Jo 14.6; At 4.12).
Cremos que a morte não encerra a existência humana (Rm 5.12; Hb 9.27). Os que morrem em Cristo permanecem conscientemente em Sua presença, aguardando a ressurreição corporal (Lc 23.43; 2Co 5.1–8; Fp 1.21–23). Os que morrem fora de Cristo aguardam conscientemente o juízo final (Lc 16.23–26; 2Pe 2.9; Ap 20.13).
Cremos na ressurreição dos justos para a vida e dos ímpios para o juízo, em momentos distintos, conforme a compreensão pré-milenista que confessamos (Ap 20.4–6,11–15). Reconhecemos a realidade da condenação eterna, consciente e definitiva daqueles que permanecem fora de Cristo (Mt 25.41,46; 2Ts 1.9; Ap 20.14–15).
Cremos que Deus fará novos céus e nova terra, nos quais a morte, o pecado, o sofrimento e toda forma de mal serão definitivamente vencidos (2Pe 3.13; Ap 21.1–5). Nossa esperança é a ressurreição, a restauração de todas as coisas e a comunhão eterna com Deus na nova criação (Rm 8.18–25; 1Co 15.20–28; Ap 22.1–5).
Até que Cristo venha, somos chamados a viver com fé, santidade, perseverança e esperança, anunciando ao mundo que Jesus Cristo é o Senhor (Tt 2.11–14; Mt 28.18–20; Ap 22.20).
Esta é a fé que confessamos. Esta é a verdade que desejamos guardar, ensinar e viver. E, em todas as coisas, que Cristo seja conhecido, Sua Igreja seja edificada e Deus seja glorificado, agora e para sempre. Amém.