PROPÓSITO. VISÃO. MISSÃO. VALORES.
Quando penso na Igreja Éden, penso antes de tudo naquilo que creio que o Senhor nos chamou para construir: uma comunidade profundamente centrada em Jesus, cheia do Espírito Santo e relevante na sociedade.
Iniciamos publicamente a plantação da Éden em São Paulo, em outubro de 2026. Particularmente, esse momento representou um grande marco na nossa história, enquanto eu e minha amada esposa, Mariana, dávamos mais um passo em obediência ao chamado de Deus para as nossas vidas.
Depois de treze anos dedicados ao ministério em diferentes cidades do Brasil — liderando, pastoreando, formando pastores e líderes e plantando igrejas — entendemos que Deus estava nos conduzindo a uma nova estação.
Ao longo do processo de compreensão do chamado para este novo tempo, o Senhor tornou essa responsabilidade cada vez mais clara para nós, usando diferentes pessoas ao redor do Brasil para sinalizar, confirmar e discernir conosco aquilo que Ele desejava nos comissionar a cumprir.
Em momentos distintos, recebemos palavras e conselhos de diversos pastores, tanto daqueles que caminhavam conosco quanto de outros de diferentes ministérios, de modo que esse chamado foi reconhecido por nós e também por muitas testemunhas que fizeram parte desse processo de discernimento e preparação.
Toda essa trajetória nos formou, amadureceu nossas convicções e ajudou a dar forma à identidade que hoje carregamos como igreja.
Desde o período de preparação para a fundação da Éden, pessoas se uniram a nós, abraçando essa visão e assumindo conosco a responsabilidade de estabelecer essa comunidade. Homens e mulheres que decidiram generosamente servir, contribuir, orar, sonhar e colocar seus dons à disposição daquilo que Deus está fazendo através da Igreja Éden. Assim, nossa história tem sido construída por muitas mãos e corações comprometidos com a mesma missão.
Nas próximas páginas, quero apresentar os fundamentos que nos definem como igreja: nosso propósito, nossa visão, nossa missão, as marcas que carregamos e os valores que moldam nossa cultura.
Nosso desejo é que você conheça e compreenda com clareza a essência da comunidade que estamos construindo juntos. É uma grande alegria te apresentar a Igreja Éden.
Lucas Paulo
Fundador e Pastor Sênior da Igreja Éden
Por que Éden?
Nós existimos para reconciliar a cidade com o Jardim.
O nome Éden vem do hebraico ʿēden (עֵדֶן), palavra associada à ideia de deleite, prazer e satisfação. Nas primeiras páginas das Escrituras, o Jardim do Éden é apresentado como o lugar onde Deus estabeleceu o ser humano, cercando-o de Sua provisão e confiando-lhe o propósito para o qual havia sido criado. (Gênesis 2:8–17)
Para nós, é justamente essa realidade de comunhão entre o Criador e Sua criação que torna o Éden tão significativo. No cenário do jardim Deus nos apresenta o ser humano vivendo debaixo do Seu perfeito governo e em plena comunhão com Aquele para quem e por quem havia sido criado. (Gênesis 2:15–17; 3:8–9)
No entanto, foi também nesse lugar que, ao escolher a desobediência, o homem gerou a mais profunda tragédia da história da humanidade.
No Jardim do Éden, o primeiro Adão quis ser como Deus, desobedeceu e, por meio do pecado, trouxe morte à humanidade. Sua saída do Jardim tornou visível aquilo que o pecado havia produzido: a ruptura da comunhão do ser humano com Deus e as consequências da queda que alcançariam toda a humanidade. (Gênesis 3:1–24; Romanos 5:12–19)
Deus, contudo, não abandonaria o homem fora do jardim. Antes mesmo da fundação do mundo, o propósito redentor de Deus já estava estabelecido em Cristo. Todas as coisas foram criadas por meio dEle e para Ele, e em Jesus o plano de Deus possui a sua centralidade e consumação. (Efésios 1:4–10; Colossenses 1:15–20; 1 Pedro 1:18–20)
Assim, a história nos conduz de um Jardim a outro.
No Jardim do Getsêmani, Cristo, o último Adão, submeteu-se plenamente à vontade do Pai e caminhou em obediência até a cruz. Ali, entregou Sua própria vida em nosso lugar e realizou aquilo que somente Ele poderia realizar: a nossa reconciliação com Deus. Por meio de Sua obra, aquilo que o pecado havia rompido encontrou em Cristo redenção, vida e paz com o Criador. (Lucas 22:39–46; Romanos 5:18–19; Filipenses 2:5–8; 1 Coríntios 15:45)
É aqui que o nome Éden encontra seu significado mais profundo para nós.
Éden, portanto, é uma expressão da reconciliação que Cristo nos concedeu. O Jardim nos lembra da comunhão para a qual fomos criados; a queda revela a ruptura causada pelo pecado; e a cruz revela o Cristo que nos reconciliou com Deus e nos trouxe novamente para perto dEle.
É justamente a obra reconciliadora de Cristo o coração do nosso propósito como igreja. O apóstolo Paulo descreve essa realidade de maneira especial em 2 Coríntios:
“Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.”
2 Coríntios 5:18Esse texto apresenta duas verdades que caminham inseparavelmente: Deus nos reconciliou consigo por meio de Cristo e confiou à Sua Igreja o ministério da reconciliação.
Primeiro, somos alcançados pela reconciliação. Deus toma a iniciativa, Cristo realiza a obra e nós recebemos, pela graça, aquilo que jamais poderíamos produzir por nós mesmos. Em seguida, essa mesma reconciliação passa a definir a razão pela qual existimos como comunidade.
No meio da cidade, a Igreja Éden existe para refletir a realidade do Jardim, anunciando o único capaz de reconciliar o homem com o Criador.
É dessa verdade que nasce o nosso propósito: nós existimos para reconciliar a cidade com o Jardim.
Como queremos ser conhecidos?
Nossa visão expressa como queremos ser conhecidos como igreja. Ela descreve as características que definem a comunidade que estamos construindo e orienta a maneira como pensamos nossa vida, nossa cultura e nossa presença no mundo. É a expressão da igreja que carregamos no coração e que buscamos refletir em tudo aquilo que somos e fazemos.
Nossa visão é expressa por esta declaração:
Ser uma igreja centrada em Cristo, cheia do Espírito e relevante na sociedade.
Queremos ser conhecidos como uma igreja centrada em Cristo, porque a Igreja pertence a Ele. Cristo é sua cabeça, seu fundamento e sua razão de existir. Todas as coisas foram criadas por meio dEle e para Ele, e é também nEle que Deus está formando para Si um povo. (Efésios 1:20–23; Colossenses 1:15–20)
Quando caminhou entre nós, Jesus se apresentou como o caminho, a verdade e a vida, afirmando que ninguém vem ao Pai senão por Ele. Em Sua pessoa conhecemos quem Deus é; por meio de Sua morte e ressurreição recebemos redenção e perdão; e, por Sua obra, fomos reconciliados com o Pai e conduzidos novamente à comunhão para a qual fomos criados no Éden. Cristo é, portanto, o centro da história da redenção e aquele em quem única e exclusivamente encontramos a vida, acesso a Deus e a esperança de todas as coisas serem restauradas. (João 14:6–9; Hebreus 1:3; Efésios 1:7; 2:13,18; Colossenses 1:19–22)
Por isso, Jesus ocupa o centro daquilo que cremos, anunciamos e vivemos. Ele está no centro da nossa pregação, da nossa adoração, da nossa comunhão, da formação de discípulos e da nossa presença no mundo. As Escrituras nos conduzem a conhecê-Lo, o Evangelho anuncia Sua pessoa e Sua obra, e toda a vida da Igreja encontra nEle seu sentido e direção. Existimos para conhecê-Lo, torná-Lo conhecido e formar uma comunidade cuja vida aponte continuamente para Ele. (Lucas 24:25–27, 44–47; 1 Coríntios 2:1–5; Colossenses 2:6–7)
Queremos ser conhecidos como uma igreja cheia do Espírito Santo, porque a vida da Igreja é inseparável de Sua presença. Jesus prometeu que o Espírito habitaria em Seu povo e estaria conosco para sempre. É Ele quem glorifica Cristo, conduz-nos à verdade e torna viva em nós a realidade daquilo que Jesus realizou. É também o Espírito quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo e quem opera em nós o novo nascimento, formando um povo que pertence a Deus. (João 3:5–8; 14:16–17; 16:7–14; Tito 3:4–7)
Quando Jesus enviou Seus discípulos ao mundo, prometeu que eles seriam revestidos de poder do alto. No Pentecostes, essa promessa se cumpriu quando o Espírito Santo veio sobre a Igreja, capacitando-a para testemunhar de Cristo. Cremos que continuamos dependentes desse mesmo poder para anunciar o Evangelho, servir às pessoas e cumprir a missão que Jesus confiou à Sua Igreja. Nossa confiança está na ação do Espírito, que capacita pessoas comuns a manifestarem, com coragem e poder, o testemunho de Jesus. (Lucas 24:49; Atos 1:8; 2:1–4; 4:29–31; 1 Coríntios 2:4–5)
Por isso, conforme instruído por Paulo em 1 Coríntios 12:31, cultivamos uma busca pela atuação sobrenatural do Espírito Santo. Cremos que Ele continua distribuindo dons à Igreja, operando curas, milagres, profecias e diferentes manifestações de Sua graça para a edificação do Corpo. Buscamos Seus dons, seguimos Sua direção e esperamos Sua intervenção, sempre debaixo da autoridade das Escrituras, com discernimento, amor e ordem. Ao mesmo tempo, reconhecemos que a obra do Espírito também se revela no fruto que Ele produz em nós, formando o caráter de Cristo. Queremos ser uma comunidade marcada por Seu poder e Sua presença, por Seus dons e Seu fruto. (1 Coríntios 12:4–11; 14:1,26,39–40; Gálatas 5:22–25; 1 Tessalonicenses 5:19–21)
Queremos ser conhecidos como uma igreja relevante na sociedade, porque Jesus nos colocou no mundo como sal da terra e luz do mundo. A Igreja existe em meio às diferentes realidades de cada tempo como testemunha visível do Reino de Deus. Nossa presença na sociedade deve tornar Cristo conhecido não apenas por aquilo que anunciamos, mas também pela maneira como vivemos, servimos e praticamos o bem, para que nossas obras apontem para a glória do Pai. (Mateus 5:13–16; João 17:15–18; 1 Pedro 2:11–12)
Para nós, ser relevante significa comunicar uma verdade eterna de maneira compreensível à nossa geração. O Evangelho que recebemos permanece o mesmo, mas somos chamados a anunciá-lo a pessoas reais, inseridas em uma cultura, com suas próprias linguagens, perguntas, dores e desafios. Por isso, buscamos compreender o tempo em que vivemos e utilizar com sabedoria a linguagem, a criatividade e os recursos que temos à nossa disposição para apresentar Jesus tanto com fidelidade quanto com clareza para a atual e futuras gerações. (1 Coríntios 9:19–23; Colossenses 4:5–6; Atos 17:22–34)
Por isso, investimos constantemente em ensinar que o Reino do qual somos representantes deve encontrar expressão no modo como servimos a sociedade da qual fazemos parte. Assim, nos dedicamos em levar o Evangelho para além das nossas reuniões, vivendo nossa fé nas famílias, no trabalho, na cultura e nos diferentes espaços da cidade. Servimos pessoas, praticamos generosidade, promovemos o bem e buscamos tornar visível, por meio da nossa vida, aquilo que anunciamos com nossas palavras. Buscamos ser uma comunidade presente em sua geração, comprometida com sua cidade e capaz de apontar, em cada espaço que ocupa, para Jesus e para a realidade do Seu Reino. (Gálatas 6:9–10; Tito 3:8,14; Mateus 5:16)
É dessa visão que surgem as três marcas que resumem como desejamos ser reconhecidos:
O que fazemos?
Nossa missão expressa o que fazemos como igreja. Ela orienta nossas prioridades e direciona nossa atuação a partir da responsabilidade que Jesus confiou aos Seus discípulos. Em tudo aquilo que construímos, buscamos permanecer comprometidos com três movimentos fundamentais, expressos nesta declaração:
Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, formar discípulos e enviá-los ao mundo.
Anunciamos o Evangelho de Jesus Cristo, porque cremos que Ele é a boa notícia de Deus para toda a humanidade. Proclamamos que, em Cristo, Deus entrou em nossa história, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dentre os mortos e ofereceu perdão, reconciliação e vida a todo aquele que crê. Queremos que pessoas que ainda não O conhecem possam ouvir o Evangelho, responder a ele com arrependimento e fé e experimentar a nova vida que somente Cristo pode oferecer. (Marcos 1:14–15; Romanos 1:16; 1 Coríntios 15:1–4; 2 Coríntios 5:19–20)
Formamos discípulos, porque fomos chamados a conduzir pessoas a uma vida de aprendizado, transformação e obediência a Cristo. Discipular é ajudar pessoas a conhecer Jesus, aprender Sua Palavra, desenvolver Seu caráter, participar da vida da Igreja e amadurecer até que cada área da vida seja submetida ao Seu senhorio. Nosso compromisso é formar seguidores de Jesus que cresçam em fé, maturidade, comunhão e capacidade de também cuidar de outros. (Mateus 28:18–20; Lucas 6:40; Efésios 4:11–16; 2 Timóteo 2:2)
Enviamos discípulos ao mundo, porque Jesus nos comissionou a participar de Sua missão. Esse envio começa na realidade cotidiana de cada discípulo, chamado a carregar Cristo para sua família, seus relacionamentos, seu trabalho e para todos os espaços em que está inserido, colocando seus dons, recursos e vocação a serviço do Reino de Deus. Ao mesmo tempo, ele se estende para além dos nossos contextos imediatos, à medida que levantamos e enviamos líderes, missionários e plantadores de igrejas para outras cidades, culturas, povos e nações. Assim, cada discípulo é formado para viver como testemunha de Jesus onde está e permanecer disponível para ser enviado aonde Deus o chamar. (João 20:21; Atos 1:8; 13:1–3; Romanos 10:13–15; 1 Pedro 4:10–11)
Assim, nossa missão acontece em um movimento contínuo e simultâneo: enquanto anunciamos o Evangelho para que pessoas conheçam Jesus, formamos discípulos para que amadureçam nEle e os enviamos para que outros também possam conhecê-Lo.
Esse mesmo movimento define o caminho que percorremos e orienta a forma como vivemos em nossa comunidade: conhecer a Cristo, converter-se a Cristo, crescer em Cristo e compartilhar Cristo. Dessa forma, cada pessoa é conduzida do encontro com Jesus à maturidade e, da maturidade, à participação ativa em Sua missão.
Quais valores definem nossa cultura?
Nossos valores expressam as convicções e práticas que definem a cultura da nossa comunidade. Eles orientam a maneira como nos relacionamos com Deus, uns com os outros e com o mundo ao nosso redor, dando forma concreta àquilo que cremos e à maneira como escolhemos viver juntos.
Encontramos em Atos 2:42–47 um dos retratos mais significativos da vida da Igreja no Novo Testamento. Depois do derramamento do Espírito no Pentecostes e da proclamação do Evangelho, vemos surgir uma comunidade perseverante na Palavra, na comunhão, no partir do pão e nas orações; marcada pelo temor de Deus, pela atuação sobrenatural do Espírito, pela unidade, generosidade, constância, hospitalidade, alegria e simplicidade. Era também uma Igreja cujo seu testemunho alcançava de forma relevante sua sociedade, enquanto o Senhor acrescentava diariamente aqueles que eram salvos.
É nesse retrato da vida da Igreja onde encontramos os valores que definem nossa cultura.
Somos uma Igreja Bíblica porque cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada, infalível e suficiente, e a recebemos como nossa regra suprema de fé, doutrina e vida. Por meio das Escrituras, conhecemos quem Deus é, somos conduzidos a Jesus Cristo, compreendemos o Evangelho e aprendemos a viver como Seus discípulos. Por isso, valorizamos sua leitura, seu estudo, seu ensino e sua aplicação, permitindo que a Palavra forme nossas convicções, confronte nossos caminhos e governe tudo aquilo que cremos e vivemos. (Salmo 119:105,160; Lucas 24:27,44–47; 2 Timóteo 3:15–17; 2 Pedro 1:20–21)
Somos uma igreja relacional porque cremos que a comunhão é essencial à vida cristã. Em Cristo, Deus nos reconciliou consigo e nos reuniu como Seu povo, formando uma família e um só Corpo. Por isso, cultivamos relacionamentos profundos e intencionais, nos quais a comunhão se expressa em amor, serviço, encorajamento, correção, perdão e cuidado mútuo. Cremos que Deus também nos forma por meio dessa vida relacional e compartilhada, fazendo-nos crescer juntos em maturidade e semelhança com Cristo. (João 13:34–35; Atos 2:42; 1 Coríntios 12:12–27; Efésios 2:19–22; Gálatas 6:2)
Somos uma igreja sacramental porque reconhecemos e celebramos o Batismo nas Águas e a Ceia do Senhor como sacramentos instituídos por Jesus e confiados à Sua Igreja. Muitos intérpretes reconhecem no “partir do pão” de Atos 2:42 uma referência à Ceia do Senhor, possivelmente celebrada no contexto das refeições da comunidade cristã. Assim como a Igreja perseverava nessa prática, também permanecemos fiéis às ordenanças de Cristo, celebrando tanto a Ceia quanto o Batismo como sinais visíveis da graça, práticas fundamentais da vida cristã e testemunhos públicos do Evangelho. No Batismo, confessamos publicamente nossa fé e identificação com Cristo; na Ceia, recordamos e proclamamos Sua morte, celebramos nossa comunhão com Ele e uns com os outros e aguardamos Sua volta. (Mateus 28:19; Romanos 6:3–4; 1 Coríntios 10:16–17; 11:23–26)
Somos uma igreja fervorosa porque buscamos viver nossa fé com devoção intensa e perseverante diante de Deus. Cultivamos uma vida de oração e adoração, reconhecendo nossa dependência dEle e respondendo com gratidão à Sua grandeza e bondade. Nosso fervor se expressa na busca constante por Sua presença, na disposição para servi-Lo e em um coração que permanece sensível à Sua voz e à Sua vontade. Por isso, buscamos ser uma comunidade que ora com perseverança, adora com fervor e serve ao Senhor com sinceridade, mantendo viva e expressa a nossa paixão por Deus em todos os momentos. (Romanos 12:11–12; Efésios 6:18; Colossenses 4:2)
Somos uma igreja temente a Deus porque reconhecemos Sua santidade, Sua grandeza e Sua autoridade sobre toda a nossa vida. O temor do Senhor é uma reverência profunda que nasce de conhecermos quem Deus é e nos conduz à sabedoria, à obediência e à santidade. Por isso, buscamos honrá-Lo em nossas palavras, escolhas e relacionamentos, tanto publicamente quanto naquilo que somente Ele vê. Vivemos diante de Deus com humildade e reverência, desejando que cada área da nossa vida esteja submetida à Sua vontade e reflita aquilo que Lhe agrada. (Provérbios 8:13; 9:10; 1 Pedro 1:15–17; Hebreus 12:28–29)
Somos uma igreja sobrenatural porque cremos que o Espírito Santo continua presente, poderoso e atuante na Igreja e através dela. Recebemos com fé os dons que Deus distribui soberanamente para a edificação do Corpo e permanecemos sempre na expectativa por Sua intervenção em nosso meio. Oramos por curas, cremos em milagres, buscamos os dons espirituais e buscamos criar um ambiente de liberdade para que o Espírito nos use conforme a soberana vontade do Pai. Vivemos essa abertura ao sobrenatural debaixo da autoridade das Escrituras, reconhecendo que toda manifestação deve glorificar Jesus, servir às pessoas e operar em amor, discernimento e ordem. (Atos 4:29–31; 1 Coríntios 12:4–11; 14:1,26,39–40; 1 Tessalonicenses 5:19–21)
Somos uma igreja unida porque, em Cristo, fomos feitos um só povo e partes diferentes de um só Corpo. Jesus derrubou as barreiras que separavam diferentes povos e, por meio de Sua obra, reconciliou pessoas distintas com Deus e umas com as outras, formando uma nova humanidade nEle. Nossa unidade não depende de termos as mesmas histórias, origens, personalidades ou opiniões, mas daquilo que compartilhamos em Cristo, da obra do Espírito que nos reúne e da missão que recebemos em comum. Entendemos que unidade não significa uniformidade, mas uma comunidade diversa, reconciliada em Cristo, comprometida com a mesma missão e empenhada em preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. (João 17:20–23; Efésios 2:14–19; 4:1–6; Filipenses 1:27; 2:1–4)
Somos uma igreja generosa porque nossa generosidade é uma resposta à generosidade de Deus para conosco. Ele nos amou primeiro e demonstrou esse amor entregando Seu próprio Filho por nós; na cruz, contemplamos a maior expressão de generosidade da história: Cristo, sendo rico, fez-Se pobre por nossa causa e entregou-Se voluntariamente para nos dar aquilo que jamais poderíamos conquistar. Por isso, damos porque primeiro recebemos, servimos porque primeiro fomos servidos e repartimos porque fomos alcançados por uma incomparável graça. Essa mesma graça transforma nossa relação com recursos, levando-nos a compartilhar com alegria, cuidar das necessidades uns dos outros e contribuir para a pregação do Evangelho a todos os povos. (João 3:16; Romanos 8:32; 2 Coríntios 8:9; 9:6–8; 1 João 4:9–11)
Somos uma igreja consistente porque cremos que a vida com Deus é construída na fidelidade do ordinário. Seguimos Jesus todos os dias, perseverando naquilo que sustenta nossa fé mesmo quando aparentemente não há nada extraordinário acontecendo. Por isso, valorizamos a constância na devoção pessoal, na oração e na Palavra, assim como a presença, o compromisso e a participação na vida da comunidade. Entendemos que a maturidade é desenvolvida quando permanecemos fiéis ao que Deus nos chamou a fazer, repetindo com perseverança a obediência ordinária que, ao longo do tempo, produz raízes profundas em nós e nos permite permanecer fiéis ao Senhor diante de todos os desafios, em todas as estações da vida. (Atos 2:42,46; Lucas 9:23; Gálatas 6:9; Hebreus 10:23–25)
Somos uma igreja hospitaleira porque cremos que o Evangelho nos ensina a abrir espaço para pessoas e repartir com elas a nossa vida. Assim como fomos acolhidos por Cristo, acolhemos uns aos outros com amor, fazendo das nossas casas, mesas, encontros e relacionamentos lugares de comunhão, cuidado e pertencimento. Para nós, hospitalidade vai além de receber bem: é aproximar quem chega, perceber quem está sozinho, compartilhar aquilo que temos e criar ambientes onde pessoas possam ser conhecidas, cuidadas e discipuladas. Por isso, cultivamos uma comunidade de portas e corações abertos, na qual cada pessoa possa encontrar espaço para caminhar conosco em Cristo. (Romanos 12:13; 15:7; Hebreus 13:2; 1 Pedro 4:9)
Somos uma igreja alegre porque nossa alegria está fundamentada naquilo que Cristo já realizou por nós. A igreja de Atos vivia com alegria, e Paulo exorta os cristãos a se alegrarem sempre, mostrando que a alegria cristã não depende das circunstâncias momentâneas, mas da realidade permanente do Evangelho. A cruz, a ressurreição, a reconciliação com Deus e a esperança que recebemos em Cristo são fatos consumados que sustentam nossa alegria em todas as estações. Por isso, cultivamos uma comunidade em que celebramos juntos aquilo que Deus faz, compartilhamos a vida e encorajamos uns aos outros a permanecer alegres no Senhor, lembrando continuamente daquilo que Cristo fez por nós. (Atos 2:46; Filipenses 4:4; 1 Tessalonicenses 5:16; Hebreus 10:24–25; 1 Pedro 1:8–9)
Somos uma igreja simples porque a singeleza que encontramos na Igreja de Atos nos ensina a preservar, no cotidiano, aquilo que é essencial, sem complicações ou adornos desnecessários. Por isso, um importante princípio que orienta este aspecto da nossa vivência comunitária é: a estrutura serve às pessoas, e jamais ocupa o lugar delas. Estruturas, programas e processos existem para favorecer a comunhão, o cuidado e o discipulado, nunca para substituir aquilo que só pode nascer de relações autênticas e genuínas. Portanto, buscamos estabelecer uma cultura na qual as relações sejam construídas na simplicidade do sentar à mesa, repartir a vida, cuidar uns dos outros e caminhar juntos com Cristo. Assim, buscamos preservar a beleza de uma Igreja verdadeira sem ser complicada e organizada sem ser artificial. (Atos 2:42,46; Romanos 12:9–13; 1 Tessalonicenses 2:8)
Somos uma igreja amável porque Jesus estabeleceu o amor como a marca pela qual Seus discípulos seriam reconhecidos. A comunidade de Atos expressava esse amor de maneira tão concreta em sua vida compartilhada que desfrutava de bom testemunho entre o povo. Da mesma forma, buscamos que nossa presença na sociedade revele algo da beleza de Cristo por meio da maneira como tratamos as pessoas, servimos, honramos, acolhemos e fazemos o bem. Nossa amabilidade não está fundamentada na busca pela aprovação das pessoas, mas no mandamento de Jesus de amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Por isso, queremos ser reconhecidos não apenas pela verdade que proclamamos, mas também pelo amor com que a vivemos, fazendo do amor uma marca visível da nossa vida como discípulos e como Igreja. (João 13:34–35; Mateus 5:16; Colossenses 4:5–6; 1 Pedro 2:12)
Somos uma igreja evangelística porque cremos que o Evangelho deve ser continuamente anunciado àqueles que ainda não conhecem Jesus. Assim como a Igreja em Atos proclamava Cristo e via pessoas sendo alcançadas pela obra do Espírito, intencionalmente e ordinariamente buscamos criar oportunidades para que aqueles que ainda estão distantes de Deus possam ouvir, compreender e responder ao Evangelho com arrependimento e fé. Testemunhamos daquilo que Cristo fez, anunciamos Sua morte e ressurreição e convidamos pessoas a segui-Lo. Ao mesmo tempo, reconhecemos que é o Senhor quem salva e acrescenta pessoas à Sua Igreja; por isso, proclamamos com fidelidade e dependemos do Espírito Santo para realizar no coração humano aquilo que somente Deus pode fazer. (Mateus 28:18–20; Atos 1:8; 2:37–41,47; Romanos 10:13–17; 1 Coríntios 3:6–7)
Tudo o que apresentamos até aqui procura dar forma, em palavras, à identidade que carregamos como Igreja Éden. Nosso propósito revela por que existimos; nossa visão expressa como queremos ser conhecidos; nossa missão define aquilo que fazemos; e nossos valores estabelecem as convicções e práticas que formam nossa cultura.
Mais do que declarações institucionais, esses fundamentos orientam nossa espiritualidade, nossos relacionamentos, nossa liderança, nossos ministérios e a maneira como nos posicionamos diante da sociedade. Eles nos ajudam a expressar nossas convicções na vida da Igreja.
É assim que desejamos permanecer fiéis ao legado que Jesus Cristo nos confiou como Igreja e transmiti-lo, com a mesma fidelidade, às gerações que virão.